terça-feira, 9 de outubro de 2007

Em caso de dinossauros, suba na árvore sem tênis!!

Dinossauros podem dar muito medo. Ainda mais se eles aparecem na incrível jornada de realidade quase virtual do sossego noturno. Nada é tão desgastante quanto uma boa noite de sono. Que o digam meus longos bocejos durante as aulas e meus breves cochilos/delírios durante as viagens de ônibus. Mais sono que o normal pode ser um sintoma de alguma doença grave. Ou pode ser vagabundice. Ou pode não ser nada.

"E se um dia escurecesse e houvessem duas luas (uma crescente e a outra cheia)? E se da fusão desses astros surgisse uma terrível nave extraterrestre e dela, com seus lasers e armas potentes saíssem alienígenas muito bravos, sedentos por humanos egoístas? Você terminaria o seu sorvete? Você sacrificaria sua própria vida para salvar a de uma pessoa amada? Teria medo? (Eu teria, na iminência de um trágico fim). Você faria algum barulho? Se esconderia atrás de um balcão? - As idéias são as mesmas, os sonhos não." (Eu, dia 01/10/07)

Só mais uma: A luta contra o capitalismo é uma luta contra nós mesmos, em primeiro lugar. Enquanto marxistas de boutique e comunistas de shopping não admitirem isso, vão continuar no mesmo discurso vazio de sempre. Vazios como sempre...

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Discreta, ela aparece, me deixa feliz



Ela tem que abrir caminho entre os fios de eletricidade, entre as nuvens, entre a cegueira generalizada da humanidade...

Minha amiga se chama Lua e está quase sempre comigo...quase sempre porque às vezes se cansa de ter que chamar a atenção dos seres humanos para que olhem para o céu e contemplem sua beleza. Ela se esconde então, mas não deixa de estar ali, brilhando! Ultimamente quem quer aparecer mais são as nuvens brincalhonas (sentem inveja porque não podem refletir a luz da mesma forma mágica que ela), mas ela, humildemente e aos poucos, vai retomando seu posto de atriz principal da noite terrena. Me acompanha nas longas caminhadas, me energiza, me alivia. Recomendo conversar com ela!

Hoje aconteceu algo tão sincrônico quanto o dia em que fiquei numa linha de divisão de chuva...tive um sonho gostoso, em que havia um mar aberto, azulíssimo, quase transparente, pessoas conhecidas que mergulhavam comigo...em certos momentos me sentia como naqueles sonhos obscuros que acontecem e nos que a gente fica assustado. Mas logo eu me sentia bem, e, no fundo do mar, eu conseguia enxergar estranhas portas de ferro, como escotilhas; lá mesmo, eu pulava de um muro e "quicava" no chão, pulando muito alto e me sentindo como em outros sonhos corriqueiros, voando e abrindo um sorriso enorme. Em seguida bati numa parede e caí no chão, dessa vez de forma violenta, e recostei a cabeça como que no fim da vida. Mas...eu estava muito feliz!! E pensei comigo mesma "agora posso morrer/acordar" - houve uma (con)fusão de sentimentos. O incrível foi que nessa hora senti que o sonho acabou, que não haveria outra maneira de continuar se não acordando. No momento em que pensei "agora posso acordar" o despertador tocou. Tocou e tocou e eu acordei de olho fechado e aproveitei até o final aquela sensação de sincronicidade. Sim, foi mágico, como a lua cheia do fim da tarde.

sábado, 22 de setembro de 2007

Como um pássaro no eclipse...

É que hoje amanheceu tão cinza...olhei pro céu e não vi o sol, só uma massa cinza...nuvem cinza...olhares cinzentos no chão...e o asfalto, ah, o asfalto!!
Perdida, me senti sem saber o que fazer, como um pássaro no eclipse.

"A morte da filha do céu

Naquele dia ela tomou seu último banho de chuva
Seu corpo, ainda molhado, já sentia a maldade deles
Arrancaram tudo em volta
E ela já pressentia o fim...
Lançou suas últimas lágrimas sobre aqueles malditos
que só faziam "cumprir o seu dever"

Sua vida já não era mais viável. Não para os homens.
Ela, que já tinha acolhido tantos espíritos bons,
tantos momentos tristes e felizes, tantos segredos
e juras escondidas sob seu consentimento
que já tinha ouvido o canto de tantos pássaros
e a música de tantos jovens...
que sempre se manteve ali, firme, altiva, mesmo frente a dificuldades e tormentas

Agora o céu chorava por mais uma de suas filhas
que sucumbia ao peso da fusão tempo e dinheiro

Justo ela, na qual, resgatando nacos de infância,
trepavam meninos-adultos para descansar
Mas, para eles, ela era a vilã. Ora, ela chegou antes deles!

Naquele momento eu a quis abraçar, como havia feito no dia anterior
ao saber de seu inevitável destino.
Nesse dia eu senti uma parte de mim morrer,
meu coração sangrar junto ao concreto que passou a ocupar seu lugar
Seu último desejo? Quando cair, não machucar nenhum daqueles que a mataram."

E o sol saiu.

sábado, 8 de setembro de 2007

De coisas aparentemente invisíveis

Conforme o aspecto cíclico do universo, as coisas voltam à tona, sempre. Já me disseram e é verdade, comprovada: as coisas não resolvidas agora um dia acabam incomodando outra vez. Se a gente não fala, elas fazem tanta pressão dentro da gente que acabam explodindo de forma negativa. As palavras tornam-se duras de serem pronunciadas, de tanto tempo que ficaram cozinhando dentro da cabeça. Elas secam, e às vezes parece que perdem o sentido, ficando cada vez mais impronunciáveis. O tempo é foda, cambada. O tempo faz a gente pensar que esqueceu de coisas que, na verdade, só estão crescendo discretamente.
É, as coisas são como são, e não como você quer que elas sejam. Têm que acontecer na sua hora apropriada. E quanto mais você espera que algo aconteça, mas isso vai demorar a acontecer. Gente, não fui eu quem inventou as regras!!!
Ah, e tem mais!! Conhecer pessoas pode não ser tão ruim, afinal, você não é tão burro quanto pensa, nem tão inteligente. Isso porque, infelizmente, nossa civilização se acostumou a ignorar a intuição e a espiritualidade, suprimindo qualquer forma de pensamento "não-fundamentada" num método científico-empírico-racional. E isso tolhe almas criativas e as afasta de sua verdadeira personalidade, limitando-as ao universo dos loucos.

Mas, como eu já disse, não fui eu quem inventou as regras. Por isso não quero seguí-las.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Tem sempre alguém conversando comigo

Vã consciência se tem das coisas mundanas
Tanto que até eu mesma não me vejo no mundo

Se as pessoas já não se vêem umas às outras
Por que haveriam de importar-se?
Não se importam nem com o que comem
..............................respiram
..............................pensam
..............................falam
Tudo é vazio
vazona
vazante
maré de azar
azia
azulejos
assim seja.

- Nossa maldita consciência, essa matraca pérfida e presunçosa, está sempre ali pra nos dizer o que fazer e "adivinhar" o que os outros estão pensando sobre nós, analisando os possíveis julgamentos a nós dirigidos, tomando as devidas precauções para que ajamos da maneira mais passível de ser aceita por esses indivíduos construídos na mente. É, a personalidade alheia é uma construção da nossa mente que "pensa" que "pensa" que já sabe de tudo. É como criança, de verdade, e nunca está errada.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

De volta a Curitiba

O medo toma conta daqueles que já percebem que estão fora da frqüencia.

Ora, o medo, na verdade, é o primeiro passo na aceitação de um novo estágio da evolução. Como é difícil compreender que uma mudança radical, porém gradual, é extremamente necessária. Como é difícil adequar-se a uma nova forma de ver o mundo, a uma nova maneira de viver...e como é difícil enfrentar os valores absorvidos desde a infância, e que se tornam tão naturais a ponto de parecerem corretos...A convivência com pessoas que buscam cada vez mais a "iluminação", pelo contrário, traz muita, mas muita esperança. A possibilidade de voltar a viver em harmonia com a natureza, com o que nós mesmos somos feitos e do que fazemos parte é maravilhosa quando podemos enxergar exemplos práticos e que deram certo.

O que não consigo é cair de cabeça em teorias sem explicações suficientes. Por isso, convido todo o mundo a conhecer mais.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

O homem, esse parasita

Não, parasitas não destróem seu hospedeiro. Se não, de que viveriam? Até nisso as bactérias são mais espertas!

Vejam o absurdo: "Para melhorar o mundo, compre uma honda/carro da nossa marca" - ????? - Desculpa se achei um paradoxo. Acho que é da natureza do ser humano rir da tragédia alheia, ou utilizar-se dela para benefício próprio. Por que agora que a água bateu na bunda das classes mais abastadas o comércio começou a parecer interessado na preservação do meio ambiente? Como se a própria existência do comércio (indústrias, acumulação de capital) não fosse em partes (grandes) responsável pela destruição...o comércio é sempre bonzinho. Sempre me pego pensando em como tudo se transformou nisso que existe agora. Como as primeiras populações urbanas surgiram, como tudo foi coberto de concreto, afastando cada vez mais o humano de si mesmo.

Agora, hipocrisia é incitar o consumo hasteando a bandeira da preservação.

Não, não...

O retorno!

Voltando à ativa em roupagem nova, endereço novo, pensamentos novos!

Para ver meu antigo blog:
http://encefalouco.weblogger.terra.com.br/index.htm

Lá sim tinha coisas interessantes!