domingo, 28 de fevereiro de 2010

Do vício em pessoas

Algumas pessoas, de tão atraentes, são viciantes. Não atraentes no sentido pagodístico da palavra, mas atraentes como um imã, interessantes, profundas. Esses seres exercem grande poder sobre mim...minha auto-anulação aumenta cada vez que estou com algum deles, cada vez que proferem uma palavra na minha direção ou à minha volta. Ou pode ser só timidez mesmo, né? A verdade é que só de respirar o mesmo ar que essas pessoas parece que a minha respiração muda, toma uma proporção maior, mais intensa e cuidadosa. Olhar nos olhos torna-se cansativo, difícil, constrangedor - constrangedor? Eu quis dizer aterrorizante, posto que o turbilhão de pensamentos ao estar com estes seres me permite ao mesmo tempo localizar todos os meus defeitos e julgamentos e jogá-los em cima de mim mesma.
E o que os olhos não dizem, as palavras balbuciantes anunciam::

- Desculpe, não prestei atenção ao que você disse, meu cérebro estava ocupado me dizendo que sou uma pessoa terrível.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

É melhor não dizer nada e acharem que você é idiota do que dizer e não deixar dúvidas.

Como falar de algo que não conheço?

Simples:: não falo.

Por que a gente insiste em tentar tecer comentários a respeito do que ignoramos? Ignorância não é apenas falta de conhecimento, mas também falta de discernimento para separar o joio do trigo, a agulha do palheiro etc etc - pois, vejam só, não sou eu quem está dizendo, ignorância pode vir mascarada com grossas camadas de pseudo-conhecimento-meiointelectual-meiodeesquerda e preconceito, pois antes mesmo da gente se dispor a conhecer algo por inteiro, ter uma experiência a mais na nossa vida, a gente já vai logo criando um monte de julgamento desnecessário. Não será que quando julgamos algo estamos julgando, na verdade, algo que está em nós? Pois, quando apontamos um dedo, tem quatro apontados na nossa direção por ironia. Isso é o que eu chamo de auto-julgamento-bumerang-vaievolta; e chega dessas palavras-compostas-quenãoexistem.

Meu respaldo de hoje::

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=74978065

Da felicidade nas pequenas felicidadezinhas

Sempre achamos que a felicidade vêm numa mudança brusca.
Mas mesmo as mudanças são efêmeras e, como tais, não podem significar felicidade, não é?
Pois então: busco felicidade nas pequenos atos (fatos são palavras escritas pelo mundo, como diria Clarice*), pequenas bobagens como mudar de nome ou ser outra pessoa por alguns instantes...mas quem disse que esses instantes não podem ser felizes? O que importa, é que a real felicidade está na tranquilidade de poder voltar a ser quem você é originalmente: ser.

A verdade só é.

*Usar frases de outros para se justificar também é um lapso de busca momentânea de pequenas felicidadezinhas.

Ninguém disse nada sobre usar frases antigas de si mesmo pra se justificar, então aí vai::

http://abreteencefalo.blogspot.com/2007/09/de-coisas-aparentemente-invisveis.html

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

De volta, até quando?

Após 2 longos anos, alguns fios de cabelo a menos e muita falta de inspiração, decidi voltar a utilizar este blog.


Aos interessados, leiam como quem lê uma tirinha de história em quadrinhos, com a inocência de quem não quer absorver nada além das próprias palavras redigidas. Assim, a verdadeira mensagem entra na cabeça...quanto mais vazia de julgamentos, mais espaço há pra que as verdadeiras informações encontrem alojamento. Aliás, as informações estão todas no cérebro, é só a gente cutucar um pouco que começa a sair (analogia do recheio do sonho - aperte um sonho de doce de leite pra vc ver o que acontece)


É simples, como uma criança.



Aproveito este espaço então para divulgar o que venho aprontando por aí:


Pangea União Musical:




Grupo Vocal Nós em Voz:



Sincopé:



Trio Sinhá Chica:



A Quarta Parede:



Grupo Omundô:



Balaio de Soslaio:





Luz e paz.