sexta-feira, 26 de março de 2010

Coelho branco

Meu coelho branco eu caço quando quero, eu sigo quando me convém.
Se corre, eu o espero parada na próxima esquina, pois sei que seu caminho se faz em círculos.
Se fica parado, não espero, vou andando na frente, ele vem logo atrás. Isso quando não andamos lado a lado.

Meu coelho branco às vezes me passa umas rasteiras. Às vezes me chuta, faz com que me arraste pelo chão para alcançá-lo. Sempre sorri, no entanto, sabendo que no fundo eu sei que somos feitos da mesma matéria, de tempo e de poeira estelar. E de cenouras.

Um comentário:

  1. Sussurro Nº3 em formato de Fantasia (Politonal)
    Para Coelho e orquestra.

    Como que atrasado, em tempo confuso, começando em Sol Menor, melodiando em hexatonais. Texturas... é isso, texturando, com flautins, muito agudo, mas de um agudo suave, um agudo de quem espera o que já sabe, de quem sabe que não irá muito longe, no maximo até a proxima esquina. Há coelhos submissos de Si Bemol, mas haverá coelhos mais abusados, fustigando a fantasia em um Dó# Alterado, embriagado de mentiras ilusórias, comendo rúcula por birra...É apenas um coelho só, solando orquestral, mas de mil faces tonais. Terminará por fim em cenoura, pizza de cenoura. Aliciando mundo atrás do espelho...

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