quarta-feira, 10 de março de 2010

Do caminho II

A beleza alaranjada do céu de fim de tarde refletia nas imundas poças de água espalhadas pela calçada, sob o atento olhar e desvio de seus passos lentos. Adolescentes desviavam seu rumo de casa e passavam na pequena loja de doces da esquina. Cães lambiam, mendigos mendigavam, mães gritavam com suas crianças ao se aproximarem da rua, carros encharcavam transeuntes com suas trações e cavalos e pára-brisas e ares-condicionados. O cheiro era de carne recém assada, mas o sabor era o da fumaça que exalava dos caminhões.

Não tinha ponto final, apenas o andar lhe era companheiro.

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