quinta-feira, 27 de maio de 2010

O meio

Vivo na dualidade
Entre o sim e o não
Entre o escuro e o claro
Me calo
Falo sem pensar
O que penso antes de pensar
Pois, se me ponho a pensar
Penso que penso errado
E deixo de pensar

O certo e o errado
Nenhum desses me conforma
Quero sempre o meio
Pelo meio caminho sem amarras
E sem direção certeira
Até encontrar a calmaria
Na imensidão das idéias
No percurso dos monólogos
Dos diálogos com minha consciência
Peço, sem intermitência
Senhor, dai-me paciência.

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