segunda-feira, 10 de maio de 2010

Uma surra

Sentei num banco molhado
Era meu corpo que gelava
Eram minhas mãos que tremiam
Era meu pensamento que viajava

Caí de madura, arrebentei-me no asfalto
Não haveria nada que me fizesse parar naquele momento?

Ouvi um silêncio dentro de mim :: era minha consciência que me dava pauladas

Cada golpe me dava a sensação de ser uma pessoa horrível, de fazer mal, de bagunçar outras cabeças para arrumar a minha. Aos poucos as batidas foram cessando, parei de gemer, parei de ofegar...meu sangue tomou seu curso natural, como se nada tivesse acontecido, e eu parei de pensar. Minha consciência desistiu de mim.

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