domingo, 27 de junho de 2010

Brancos, brancos

De tão tristes ficaram brancos

Meus cabelos longos e brancos

Nenhum fio sequer permanece intacto

à suave cor que se embrenha pela pele

e sobe pelo couro cabeludo

Até a ponta

Pontas brancas

Raízes brancas

Sem rugas, me sinto impotente

Sem rugas, não tenho experiência

Mas tenho cabelos brancos

Brancos como a neve

Brancos como só a melancolia sabe ser

E como só as mais belas melodias sabem cantar

Limpos, brancos, transparentes

Tudo isso é reflexo do presente

E do passado que deixei passar.

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