sexta-feira, 25 de junho de 2010

Insólita insônia

Enquanto o sono não vem, faço uma canção para os meus sapatos velhos
Desgastados, só lhes resta a carcaça
Calçados, me parecem feios e sem vida
Me servem tão bem
Mas não me protegem mais da chuva
Nem das pedras no caminho
Muito menos da tortuosidade dos próprios caminhos

Com eles trilhei florestas e cordilheiras
Corri de elefantes, subi e desci escadarias
Dancei, escorreguei, tropecei
E até cheguei a acreditar que nunca encontraria sapatos melhores
Mas esse tempo passou
E comprei um par de sandálias.

Um comentário:

  1. Corjalina corjalina...Nada de ficar sem dormir, te prefiro sonhadora e flutuante, com ou sem sapatos, sandálias ou afins.

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