domingo, 29 de maio de 2011

Roda-viva

Me encontro novamente no centro do labirinto. Perdi há tempos as migalhas que me guiariam de volta para a saída; não os pássaros, mas sim o tempo e a terra comeram-nas esperando digerir as minhas certezas junto a um pouco de trigo - um pouco de passos zonzos novamente e me redemoinho em torno de árvores robustas, lentas nuvens no topo do meu infinito céu, lenta marcha, quase desistente...tantos traços iguais, tudo me leva a crer que...já estive aqui - hei-la, outra vez, minha incrível habilidade de manejar assuntos, controlar mentiras, sugerir verdades por trás das mentiras de outrora...ora, não seria tudo verdade? Alguém me disse que "a mentira é uma verdade que esqueceu de acontecer", e eu diria mais - a mentira é uma verdade mal contada. Os anos estão a favor do labirinto. Eu, contra o tempo que gastei me perdendo neste eterno emaranhado, esperando os primeiros fios brancos indicarem ao menos a direção do envelhecimento.

Já me disseram, certa vez, que "a mentira social é o grande problema da humanidade".
Eu digo mais, a sociedade mentirosa é fruto da des-humanidade.

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