quinta-feira, 2 de junho de 2011

Risca

Entremeia os poros da vida como a seiva
Germina a cada passo, cada esquina
As ruas se movem como cobras no cio:
Odor - é o da infância, aquele que tanto apreciava nos postos de gasolina
As linhas dos paralelepípedos como traços de amarelinha: não pisar, pisar, não pisar...escudo contra o mundo lá fora, o inteiro mundo, lá dentro dela
Esquece as horas, esquece os medos, rabisca
Um quadro mudo na paisagem urbana
Silenciosos pisos da calçada
Silêncio...

Sem som a vida parece inerte, um eterno filme de ação, romance, suspense, aventura, ficção...andando sobre pés que não os seus, em passos plenos e ateus, pensando sabe-lá-o-que-Deus...

Formigas carregando peso para a rainha: esperam talvez um aumento, um último argumento, um derradeiro momento - que em seu sono lento derrube-lhes as chaves que abrem a porta do açucarado baú! Talvez...tudo seja uma tela, uma pintura - um bom início de boa figura...

Anda que esse traço é todo teu.

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