segunda-feira, 27 de maio de 2013

Frágil

Ao teu encontro em verso frágil e prosa muda
espanto
o momento em que me olho e não sei onde colocar as mãos...

decerto não sei onde me encaixar na tua cabeça também.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Dizer que ninguém mais é original neste mundo de cópias, já é um clichê.

Café com a cidade sem amor

Da tristeza só dá pra rir
Da tristeza rir dá só
Só rir da tristeza dá dó
Dó de rir só da tristeza
E só


domingo, 19 de maio de 2013

Sonho com sombra e tons pastel

Sombra vagou pela cidade em frio
quase muda, Curitiba sempre a mesma
nem em dia de gelo e escuridão
nem mesmo em calor de secar roupas
nem com lua, lua?

Passou pela Osório, só dormentes
indigentes, as putas também
mas estas não dormem
a não ser em seus sonhos de acordar no momento do gozo
gozando estarem nuas
em plena madrugada a vêem passar

Sombra em Rua XV
O centro absorto em mortos, meio loucos
Meio torto...esse lugar
Mas passeia em público - os tucanos sem asas
e a sombra rasteja, pois não pernas
nem desejos
só o filistino olhar

Muito pinhão pra pouca terra
quanta escrita e pouca guerra
a cidade mastiga
sem dó e dignidade
o nó no vinho
o pó no bar

E a sombra não entende
pousa inocente
deprime, acende
a sombra some
a sombra assume
dorme.








sexta-feira, 17 de maio de 2013

Auto lápide para um nascimento contínuo

Se ninguém me entende, que me entenda eu mesma
pois de mim não posso esperar nada menos
que a melhor companhia
o melhor abraço
a maior alegria.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Café sem vírgulas com Sampaio e com plateia a gargalhar

Teu sorriso ainda me prende gasta e desmonta mas olho e nem olho porque talvez se eu olhar volte a me derreter e isso eu não quero pois já entendi que quanto mais eu sofro mais coração me aparece e o que eu queria mesmo era desaparecer do teu futuro do pretérito que pra mim agora é tão presente quanto essa poesia sem pontuação e essa breguice que me invadiu subitamente quando lembrei de você e do teu sorriso que ainda me prende gasta e desmonta e que eu olho mesmo não querendo olhar com aquele olhar de quem gosta do que está olhando e de quem quer saber mais e mais e mais e se apaixonar mais e mais e mais e se entregar mais e mais e mais sendo que já estava bem tranquila a ponto de nem lembrar mais da tua cara nem nada mas agora que te vi voltou tudo e parece que mergulhei de novo naquele furacão de emoções em que a gente mergulha quando está confuso e quando tem um amor não correspondido mas aí eu penso pra que sofrer se tem milhões de pessoas no mundo e um monte de gente já passou por isso e hoje em dia ri pra caramba da vida e agora mesmo deve estar rindo entusiasticamente da minha cara porque já passou por isso  também e agora está dizendo para si mesmo bem feito quem mandou.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Entre os muros

- Não sei, parece que me abri para um mundo todo novo, fechando-me para o teu...
- Ah, pois é, eu também...me fechei para o meu e um mundo novo se abriu!