quinta-feira, 9 de outubro de 2014

De volta ao centro

Sair do eixo
Desconstruir
Desequilibrar

Reconstruir.

Resignificar a vida a cada minuto é o que faz valer a pena viver. A todo momento, nosso mundo paralelo de imaginação e ideais quer se impor sobre a verdadeira vivência do presente momento, aquela da qual esquecemos por estarmos muito preocupados com o futuro ou muito presos ao passado. Acabamos por despejar nos outros nossas carências, nosso medo da solidão, nossa necessidade de aceitação...mas, por que não aceitamos a nós mesmos e nos relacionamos com outros como uma forma de adicionar mais cor à nossa já completa plenitude? Por que não ter em si mesmo uma verdadeira companhia? Por que não respeitar nosso próprio tempo? Por que esperar dos outros o conforto que, no fim das contas, só fazer as pazes consigo mesmo é capaz de oferecer?

Não estou dizendo, obviamente, que cada pessoa deva fechar-se e desconfiar de relações e trocas. Seríamos um mundo de casulos solitários, cada um no seu, auto-centrados demais para desenvolver e construir uma humanidade plena. Felizmente, ainda há muitas pessoas que se recusam a se fechar em seu próprio casulo e escolhem viver. Conhecer seu próprio casulo, no entanto, não impede de trocar com outros casulos ou até mesmo construir um casulo-humanidade, confortável para todos.

Contraditório? Talvez...ainda não entendo profundamente o que é o equilíbrio, e sei que estou longe de alcançá-lo completamente. Talvez seja um pouco de medo de sair do meu próprio casulo em dias chuvosos. Talvez eu mesma seja muito auto-centrada para admitir que não posso controlar nada. No entanto, também sei que tudo o que acontece na vida é um aprendizado e, mesmo que tenha que repetir a lição, cada vez ficará mais fácil.